terça-feira, 31 de março de 2009

Falecimento de Luís Amorim - reportagem RTP



Reportagem transmitida no Jornal da Tarde da RTP de 29 de Março e reproduzida no Telejornal da TDM de ontem.

Violência no Tibete



As imagens são verdadeiramente dolorosas. Nada mais acrescento. Cada um que faça a sua reflexão.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Macau antigo

O meu amigo J.H. mandou-me o endereço de um blogue chamado Macau Antigo, cheio de imagens do território antes da transferência de soberania, acompanhadas de interessantes legendas. A visitar!

domingo, 29 de março de 2009

Quem será o próximo Chefe do Executivo?

O serviço noticioso MacauNews está a promover uma sondagem sobre quem deverá ser o próximo Chefe do Executivo. Apenas quatro nomes estão em disputa, sendo que um deles - Ho Iat Seng - já deixou claro estar fora da corrida. Assim, sobram os secretários Francis Tam e Chui Sai On e o Procurador-Geral da RAEM, Ho Chio Meng, que parece começar a ganhar importantes apoios (em sentido diverso, leia-se esta peça de O Clarim).

Pode consultar os resultados actualizados da sondagem e votar aqui.

Novo controlador para a Xbox 360

Porque é fim-de-semana, aqui ficam mais umas linhas sobre um dos meus entretenimentos preferidos: a empresa Performance Designed Products acaba de anunciar um novo controlador revolucionário para a Xbox 360, a consola de jogos da Microsoft. Trata-se do Gametrak Freedom, um dispositivo sem fios com sensores de movimento, supostamente bastante mais preciso do que o controlador da Wii, a consola da rival Nintendo (que também não anda a dormir, preparando-se para lançar em Maio o Wii Motion Plus, um acessório acoplável aos seus actuais controladores, conferindo-lhes maior precisão). Mais pormenores podem ser lidos aqui ou aqui.

O Gametrak Freedom deverá estar disponível no mercado no próximo Outono. Resta saber que jogos o irão suportar, tendo em conta a velha máxima: sem bom e variado software (leia-se, jogos), não há hardware (leia-se, consolas e acessórios) que resista...

sábado, 28 de março de 2009

Macau às escuras

A cidade com a sua iluminação habitual (e muito nevoeiro a perturbar a visibilidade a partir da Taipa):

E o cenário durante a "hora do planeta" (20h30-21h30):

Notam-se as luzes apagadas debaixo das pontes e no exterior dos hotéis da cidade.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A hora do planeta

É já amanhã que nos é pedido um pequeno contributo simbólico para a protecção ambiental do nosso insubstituível planeta: que desliguemos as nossas luzes durante sessenta minutos, a partir das 20h30. As minhas velas já estão preparadas!

quinta-feira, 26 de março de 2009

A terra dos consensos

Nuno Lima Bastos
26 de Março de 2009

1. Em poucos dias, aconteceram duas situações na Assembleia Legislativa que me deixaram deveras surpreendido: há uma semana, a posição do Comissariado de Auditoria (*) em relação às contas públicas de 2007, com este organismo a emitir um «parecer com reservas»; anteontem, o forte desagrado de grande parte dos deputados face à proposta de alargamento das competências do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) ao sector privado.
Assombrou-me a primeira porque, em quase década e meia de Macau, não me recordo de alguma vez ter visto um organismo público – estatutariamente independente, é certo, mas cujo dirigente responde perante o Chefe do Executivo – criticar formalmente o Governo local. O economista e meu bom amigo Albano Martins já exprimiu a sua avisada opinião sobre o diferendo em termos nada favoráveis a Fátima Choi, mas, questões técnicas à parte, aqueles momentos acalorados no hemiciclo cheiraram a verdadeira democracia! Só é pena que tivéssemos que esperar pelos derradeiros meses do segundo mandato de Edmund Ho para assistir a tão inaudita cena... É caso para perguntar: onde andou esta (e outra) gente ao longo de tantos anos de acumulação ilícita de riqueza por um ex-governante?
Questão que nos leva ao “incidente” da última terça-feira, quando os representantes do CCAC foram “maltratados” pelos legisladores. Também neste tocante, já uma voz autorizada – o advogado João Miguel Barros – se pronunciou na imprensa de ontem, em moldes que inteiramente subscrevo, pelo que me escuso de os repetir, apenas acrescentando uma observação: a adjunta do Comissário, ao dar a cara pelo projecto, alegou que este reunia «grande consenso entre a população», um argumento muito caro ao Governo, que o tem usado amiúde na apresentação de projectos sensíveis. Foi assim com a reforma das leis eleitorais, com a regulamentação do artigo 23.º da Lei Básica ou com a redução da idade de imputabilidade criminal dos menores, apenas para recordar os casos mais recentes. Só não consegui perceber ainda como é que o Executivo consegue auscultar tão eficazmente o conjunto da população do território. Aliás, tão eficaz quanto discretamente, pois sigo as notícias todos os dias e nunca dou por nada, tirando uns inquéritos promovidos, de quando em vez, por algumas entidades públicas e associações “alinhadas”, que de científicos e representativos pouco ou nada têm...
Presumo que o suposto consenso público invocado há um ano para legitimar a proposta de revisão do regime eleitoral apenas na perspectiva do combate à corrupção, deixando de lado qualquer avanço na democratização do sistema, deve ser o mesmo que legitimou as despudoradas manobras de bastidores que vão levar a que o próximo Chefe do Executivo seja apurado por um conclave que, além de compreender meros trezentos assentos, nem sequer vai ser eleito! Como se já não nos bastasse o que sucede com os dez deputados saídos do pseudo-sufrágio indirecto, que tem sempre tantos candidatos quantos os lugares, ainda temos agora mais este notável exemplo da vontade do povo... Haja decência, meus senhores, haja decência!

2. Ainda à volta dos consensos, é com alguma curiosidade que irei assistir, mais logo, ao debate promovido pela Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau sobre o papel da nossa comunidade na vida política do território. O tema e os oradores convidados – Leonel Alves, Pereira Coutinho, Amélia António e Carlos Marreiros – tornam incontornável a questão da candidatura única de matriz portuguesa às próximas eleições legislativas, defendida por elementos ligados à «Por Macau», lista esmagada há quatro anos pela «Nova Esperança» do líder da ATFPM, com uma relação de votos de onze para um (9973 contra 892). Perante estes números, fará sentido reiterar uma aposta de matriz portuguesa distinta da equipa de Pereira Coutinho? E forçar (mais) um falso consenso? Jorge Fão, que até está de fora, já veio a terreiro dizer que há feridas inultrapassáveis entre a comunidade local...

(*) E não Comissariado da Auditoria, como o próprio se intitula, violando o diploma que o criou (a Lei n.º 11/1999, uma das “leis da meia-noite”. Por incrível, no mesmo número do Boletim Oficial, foi publicado o Regulamento Administrativo n.º 8/1999, que aprovou a «orgânica e funcionamento do Serviço do Comissariado da Auditoria», erro em que têm reincidido todos os demais normativos que se lhe referem).

Nota: agradeço ao Bairro do Oriente a lisonjeira recomendação desta crónica na sua habitual rubrica «Leituras».

We should see Macau's decision over Article 23 as a warning

Alison Liu Ho-yan
South China Morning Post (*)
March 25, 2009

The Article 23 legislation has been passed in Macau and is now law.

Although I am not a Macau resident this is an issue that concerns me.

I believe it is important that we should never forget that moment on July 1, 2003, when 500,000 Hong Kong residents struck a blow for our city's freedom.

However, residents in our neighbouring SAR did not have the same reaction when it came to Article 23.

Honestly, I do not understand why most Macau residents have shown such indifference when it comes to freedom of speech in China.

I see the enactment of this legislation as a backward step in the development of democracy in Macau.

Hongkongers should look on this as a warning and a reminder that we should never take what we already have for granted.

Some pan-democrats have been denied entry to Macau. The explanations given by its government were unacceptable, and I believe the refusal of entry by the Macau authorities was connected to this new legislation.

Article 23 can be used to violate the right to freedom of speech; this freedom is a basic human right.

I am disappointed that Macau has [in effect] already lost his "special administration region" identity over such a short period of time.

Without liberty and the protection of human rights, it is no different from anywhere else in China. I am glad that most of us in Hong Kong are still aware of the importance of freedom.

If we lost this right, it would not only hinder normal cultural exchanges with other cities, it would also damage our society, affecting future generations.

Hong Kong has a special place in China, because of the freedoms we enjoy. This must never be compromised.

We must not easily surrender what we already have. If we back down in the face of pressure, the future of Hong Kong will be in jeopardy.

(*) Letter to the editor.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Cuidado com a carteira...

... quando for passear ao lado de lá!

Pátio do Arco, Macau

O Pátio do Arco, em Macau, numa bela aguarela do falecido Philip Murphy.

terça-feira, 24 de março de 2009

China's last eunuch spills sex secrets

Emma Graham-Harrison (*)
Reuters
March 16, 2009

BEIJING - Only two memories brought tears to Sun Yaoting's eyes in old age -- the day his father cut off his genitals, and the day his family threw away the pickled remains that should have made him a whole man again at death.

China's last eunuch was tormented and impoverished in youth, punished in revolutionary China for his role as the "Emperor's slave" but finally feted and valued, largely for outlasting his peers to become a unique relic, a piece of "living history."

He had stories of the tortuous rituals of the Forbidden City, Emperor Pu Yi's last moments there and the troubled puppet court run by the Japanese during the 1930s. He escaped back to the heart of a civil war, became a Communist official and then a target of radical leftists before being finally left in peace.

This turbulent life has been recorded in the "The Last Eunuch of China" by amateur historian Jia Yinghua, who over years of friendship drew out of Sun the secrets that were too painful or intimate to spill to prying journalists or state archivists.

He died in 1996, in an old temple that had become his home, and his biography was finally published in English this year.

It unveils formerly taboo subjects like the sex life of eunuchs and the emperor they served, the agonizing castrations often done at home and also often lethal, and the incontinence and shame that came with the promise of great power.

"He was conflicted over whether to tell the secrets of the emperor," said Jia, adding that Sun preserved a loyalty to the old system because he had dedicated so much of his life to it.

"I was the only person he trusted. He did not even confide in his family, after they threw away his 'treasure,'" Jia added, using traditional eunuchs' slang for their preserved genitals.

They were discarded during the chaotic 1966-76 Cultural Revolution, when having anything from the "old society" could put lives at risk.

"He only cried about two things; when telling me about the castration and about the loss of his 'treasure'," said Jia, who works as an energy bureaucrat, but devotes all his spare time to chronicling the dying days of Imperial China after a childhood enthralled by the eunuchs and princes who were his neighbors.

STERILITY AND POWER

Over years of painstaking research, he has gleaned arcane details about every aspect of palace life, along with secrets about the emperor's sexuality and cruelty that would look at home on the front page of tabloid newspapers.

For centuries in China, the only men from outside the imperial family who were allowed into the Forbidden City's private quarters were castrated ones. They effectively swapped their reproductive organs for a hope of exclusive access to the emperor that made some into rich and influential politicians.

Sun's impoverished family set him on this painful, risky path in hopes that he might one day be able to crush a bullying village landlord who stole their fields and burned their house.

His desperate father performed the castration on the bed of their mud-walled home, with no anesthetic and only oil-soaked paper as a bandage. A goose quill was inserted in Sun's urethra to prevent it getting blocked as the wound healed.

He was unconscious for three days and could barely move for two months. When he finally rose from his bed, history played the first of a series of cruel tricks on him -- he discovered the emperor he hoped to serve had abdicated several weeks earlier.

"He had a very tragic life. He had thought it was worthwhile for his father, but the sacrifice was in vain," Jia said, in a house stacked with old books, newspapers and photos.

"He was very smart and shrewd. If the empire had not fallen there is a high chance he would have become powerful," Jia added.

The young ex-emperor was eventually allowed to stay in the palace and Sun had risen to become an attendant to the empress when the imperial family were unceremoniously booted out of the Forbidden City, ending centuries of tradition and Sun's dreams.

"He was castrated, then the emperor abdicated. He made it into the Forbidden City then Pu Yi was evicted. He followed him north and then the puppet regime collapsed. He felt life had played a joke at his expense," Jia said.

Many eunuchs fled with palace treasures, but Sun took a crop of memories and a nose for political survival that turned out to be better tools for surviving years of civil war and ideological turbulence that followed.

"He never became rich, he never became powerful, but he became very rich in experience and secrets," Jia said.

(*) Editing by Nick Macfie and Bill Tarrant.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Macau ban as puzzling as it was irrational

Joseph Cheng (*)
South China Morning Post
March 23, 2009

The barring of visitors from Hong Kong by Macau continues to raise much concern. During the recent high-profile visit by pan-democratic legislators and activists, Lee Cheuk-yan and Leung Kwok-hung were still refused entry, despite an earlier exchange of views by the chief executives of the two special administrative regions.

When moderate legislators and academics like Frederick Fung Kin-kee and Johannes Chan Man-mun were denied entry, people were naturally surprised. Obviously, they had no plan to take part in any protest activities in Macau, and there was no record of their engaging in such acts before. This resulted in considerable damage to Macau's image as a tourist destination and, indirectly, to much speculation that had an adverse impact on the Hong Kong and Macau Affairs Office in Beijing and the Hong Kong government.

Apparently, there has been no satisfactory explanation from Macau for its radical measures. Officials claimed they were merely following their internal security law; Macau's pro-democracy legislators, however, suggested the administration of Edmund Ho Hau-wah wanted to prevent Hong Kong radicals and trade unionists from "making trouble" ahead of Labour Day, May 1, and during the sensitive period covering the election of the next Macau chief executive.

Macau, however, is quite different from Hong Kong. During the critical stage of its Article 23 legislation process recently, Mr Leung and barrister lawmaker Ronny Tong Ka-wah were still able to visit Macau and even joined protesters there. Those demonstrations were very small; certainly the Ho administration did not feel threatened. There were even pro-government rallies held after the law was passed. In contrast, when the Hong Kong visitors were refused entry recently, there were no scheduled protest activities.

There have been rowdy protests organised by the unemployed in Macau on Labour Day before. But these were about domestic, socio-economic issues. The Hong Kong pro-democracy movement is in no position to influence such activities. Refusal of entry to Hong Kong activists will not generate any deterrent. The Ho administration may also offer some concrete benefits and policy pledges to the unemployed before May 1.

The recent denials of entry of Hongkongers seems to have been endorsed by Beijing authorities. Perhaps the initial refusal of entry of Mr Fung and Professor Chan were isolated incidents, or even mistakes, on the part of immigration officials. But the strong responses in Hong Kong, the meeting of the two chief executives and the planned visit of the pro-democracy legislators must have alerted the Hong Kong and Macau Affairs Office. It is difficult to believe that the office had no position on this issue; harder still to imagine that top officials in Hong Kong and Macau did not consult it.

If there is no satisfactory explanation, it seems that all the Macau government did was "to pick up a stone only to drop it on its feet".

(*) Joseph Cheng Yu-shek is a professor of political science at City University of Hong Kong.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fireworks finale for Macau's Ho

Augustine Tan
Asia Times Online (1)
March 20, 2009

HONG KONG - With little effort, Macau's chief executive Edmund Ho Hau Wah pushed through a bill to outlaw treason, sedition and subversion against China's central government, setting the ground for a massive fireworks display when he leaves office at the end of the year.

Not the annual international pyrotechnics competition in the late autumn that has made this former Portuguese backwater the fireworks capital of the world, but a rude awakening to the democratic challenges waiting outside its doors.

A hint of what's on the way came this past week with gentle queries from Britain and the European Commission on how Macau's new law will impact on future visits by European politicians.

The Macau response has not been made public. It has, however, thumped down hard on a handful of Hong Kong legislators and pro-democracy activists who tried to enter over the weekend.

The Hong Kong activists have every reason to be deeply concerned. The law that Ho pushed through - known in Macau and Hong Kong as legislation on "Article 23" of the Basic Laws - is mandated for both former colonial territories under the mini-constitutions underpinning their return to China under the "one country two systems" expedience which allows them to run separate capitalist systems.

An attempt to legislate on Article 23 in Hong Kong first in 2003 led to a firestorm of protests from around the world and contributed to 500,000 turning out to march for the dismissal of then chief executive Tung Chee-hwa. The bill was dropped. So was Tung, a year later.

It had been widely rumored for some time that Beijing wants Tung's successor, Donald Tsang Yam-kuen, to complete the task before he steps down in 2012. The general belief is that Tsang wants to convince Beijing to hold off indefinitely till the current financial tsunami blows over.

So it came as a big surprise when Macau's Special Administrative Region (SAR) government released a document in October for 40 days of public consultation, during which none other than the chief executive himself chaired all six public meetings.

In Hong Kong there were concerns that Beijing was using Ho to pressure Tsang to act. But in Macau the view is unanimous that the initiative has come from Ho himself. Those close to or sympathetic to Ho insist that he wants Article 23 to be the crowning piece of his highly successful 10-year stewardship of Macau.

That Ho has transformed Macau to almost beyond recognition is not in question. It is the gambling capital of the world, outstripping Las Vegas in takings from some 4,000 tables and 12,000 slot machines in 30 casinos, slightly more than half owned by tycoon Stanley Ho, and the remaining majors owned by Las Vegas Sands, Wynn Resorts and MGM, along with a son and daughter of Stanley Ho.

The wonders Edmund Ho has done to the Macau psyche is no piffling matter. Hardly anyone now feels inferior to the average Hong Kong visitor who is now as likely to be scouting around for a job as having a quick flutter on the "big-small" table.

If anyone has to be bowed and scraped to it is the mainlander. Unfortunately, the numbers of mainland visitors have diminished considerably in recent months. And this is where those keeping their distance from the chief executive have a different spin on the speed with which Article 23 was pushed through.

In this view, Beijing began to keep its distance from the chief executive soon after anti-corruption investigators started looking into the properties and bank accounts of the secretary for Transport and Public Works, Ao Man-long, 53. It did not take them very long to establish that corruption was extensive. Ao was subsequently jailed for a total of 27 years on 40 counts of money-laundering, abuse of power and other crimes involving no less than US$100 million.

Also in jail with him are his father, Ao Veng-kong, brother Ao Man-fu and sister-in-law Ao Chan Va-choi, and several of Macau's top businessmen. Ao's wife, Chan Meng Ieng, who has absconded and believed to be hiding in Britain, was jailed in abstentia for 23 years.

Most Macau people believe that the Aos were merely fall guys; that more powerful figures have not been touched. Ao himself said in court that any contract above US$1 million had to be approved by the chief executive. It was also noted during the trial that in some documents presented to the court various names had been blacked out.

Investigators have not recovered all the loot yet. The hunt for millions of dollars, Ao's wife and several accomplices is still going on. Investigations may yet touch people higher up the government.

This may explain what an academic described as "stomach-churning" patriotic language in the law which has no place in any legislation, least of all Article 23, which is already seen by pro-democracy activists as a political tool for Beijing to deal with them.

He was referring to the highly emotional preamble which talks about "love for the motherland and for Macau, in body and soul, which is the tradition of Macau people and which, since returning to the motherland, has been transformed into a driving force for building and developing Macau, and preparing the SAR for the mission of defending national security."

Was it mere coincidence that such an outlandish display of patriotism surfaced just when Beijing is moving in diametrically opposite directions to deal with the effects of the financial tsunami on Hong Kong and Macau?

For Hong Kong, Beijing has speeded up a relaxation of restrictions on Hong Kong financial dealers, allowing Shenzhen people to travel freely into the territory and speeding up road and rail links to Hong Kong.

For Macau, where construction of various casinos came to an abrupt halt, causing job losses by the thousands, Beijing compounded the misery by cutting off the inflow of mainlanders to the casinos.

If Edmund Ho read this as punishment for allowing corruption to run even more rampant than under Portuguese rule, he would have good reason to initiate Article 23 all on his own.

Macau officials have been quick to dismiss talk of Article 23 having a salutary effect on Hong Kong. This is too simplistic a view. Macau's adoption of legislation which has its origins in the suppression of student demonstrations in Tiananmen on June 4, 1989 - to be remembered for the 20th year successive year in less than three months' time - has grave implications for Hong Kong. This adoption will simply be the most important factor for Hong Kong to consider. If Macau can do it, so can Hong Kong; that will obviously be Beijing's line from now on.

The ease with which Ho took the Article 23 bill through the consultation process and the Legislative Assembly is simply breathtaking. To minimize coverage by the international media, no English translation was made.

The only notable criticism came from Amnesty International, whose deputy director for the Asia-Pacific, Roseanne Rife, said: "The proposed legislation introduces restrictive language already in place in the People's Republic of China, including broad provisions concerning 'state security' and 'state secrets' ... These are provisions the Chinese authorities have used to imprison many merely for exercising their rights to freedom of expression and association."

These include closed-door trials for "state secret" cases when the judge deems it necessary. The central government in Beijing will now determine if the material in dispute is a "state secret" or not.

Chinese authorities have detained many in China, including human-rights lawyers and journalists, for supposedly revealing information classified as "state secrets", including information that would be considered public in many countries.

Amnesty International has repeatedly urged the Chinese authorities to clearly and narrowly define "state secrets" so that these provisions cannot continue to be used to silence dissent and arbitrarily persecute human-rights defenders.

The preparation of treason, secession, or subversion against the central Beijing government are now (2) considered crimes in Macau and their inclusion in this legislation could limit freedom of expression and encourage self-censorship.

"This legislation jeopardizes the future direction of fundamental freedoms in Macau and the concept of 'one country, two systems', which could affect not only Macau but also neighboring Hong Kong," said Rife.

The organization called for more time for the consideration of this legislation to allow for the fullest possible public discussion. The organization also urged the Macau legislature to make sure the legislation protected the rights of individuals who peacefully exercised their rights to freedom of expression and association as well as other fundamental human rights.

Ho and his administration simply ignored this and other protests. Only the "crime" of "preparing" for sedition or theft of state secrets (2) was removed during the bill's passage through the legislature.

Hong Kong's pro-democracy activists are not about to stop. Making Ho pay for his audacity in pushing through Article 23 is only one aspect of their push into Macau. They want to arouse Macau people to fight for democracy, and see great opportunities in coming months.

There are several elections in the offing: a replacement for the chief executive, a new legislative assembly and a new electoral committee which will pick the next chief executive, all taking place in the second half of the year. Opportunities to teach the chief executive a lesson and to shake up Macau people abound.

Individually and in groups, the Hong Kong activists have tried to barge into Macau. Several, notably legislators "Long Hair" Leung Kwok-hung, trade unionist Lee Cheuk-yan and academic Johannes Chan have been turned back. A South China Morning Post photographer who had previously been allowed in has also been barred.

Macau authorities refuse to give any reason for barring entry. The activists, accusing Macau authorities of interfering with their "right to travel", demanded that Donald Tsang take up the issue with both Ho and the central government.

Beijing has adopted a hands-off attitude. This does not augur well for Ho who, until the corruption scandal broke, had been treated consistently by the central government as something of a "blue-eyed boy" among regional chiefs.

As Beijing increases its distance from Ho, Article 23 begins to look less and less like his crowning glory and more and more like a "crown of thorns". Some activists are even predicting that Macau will be rocked by a bigger scandal before Ho finally leaves office in December - and that this year's fireworks may yet be the hottest ever to hit Macau.

(1) Os negritos são da minha responsabilidade.
(2) Editado. O texto original estava errado aqui.

Border blockage

Pouco antes do incidente de domingo passado, a jornalista Eva Wu, do South China Morning Post, fez o seguinte levantamento das recusas recentes de entrada em Macau a figuras conhecidas de Hong Kong:

April 28, 2008: League of Social Democrats deputy chairman Michael Mak Kwok-fung, a psychiatric nurse, is denied entry to Macau for an academic exchange.

June 12: Christina Chan Hau-man, a student at the University of Hong Kong who protested with a Tibetan flag during Hong Kong's Olympic torch relay and tried to disrupt the equestrian competition, is turned away from Macau, where she planned to board a flight to Australia.

November 22: Civic Party legislator Ronny Tong Ka-wah is allowed to enter Macau after being detained by the authorities for 10 minutes. He met Macau lawmakers to exchange views on the city's preparations for a national security bill.

November 23: League of Social Democrats lawmaker Leung Kwok-hung, who was earlier denied entry, successfully enters Macau to join a protest against the national security legislation, based on Article 23 of Macau's Basic Law.

December 20: Nine lawmakers from the pan-democratic camp, along with 15 other activists, are barred from entering Macau on the day the city celebrates the ninth anniversary of its handover. They had intended to join a protest against the national security legislation.

January 31, 2009: Macau shuts the door on lawmaker Frederick Fung Kin-kee, from the Association for Democracy and People's Livelihood. The former association chairman had planned to meet a former staff member and a friend from Shanghai.

February 18: South China Morning Post photographer Felix Wong Chi-keung is stopped from entering the city despite having been granted a Macau government permit to cover a court case.

February 27: Johannes Chan Man-mun, dean of the faculty of law at the University of Hong Kong, becomes the first scholar to be denied entry to Macau. Professor Chan had intended to attend an annual lecture at the University of Macau.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Tanta inabilidade!

Nuno Lima Bastos
19 de Março de 2009

Depois de mais cinco activistas políticos de Hong Kong, incluindo dois membros do Legislative Council, terem sido impedidos de entrar em Macau no último domingo, começa a faltar-me a imaginação para tentar compreender tanta inabilidade política dos nossos governantes.
Há quem entenda que a decisão de autorizar a entrada de quase toda a delegação do território vizinho, deixando para trás um pequeno grupo – o elemento mais polémico e os seus compagnons de route –, era a única solução politicamente viável. Isto porque, depois dos recentes contactos entre Donald Tsang e Edmund Ho em Pequim e de o primeiro ter afirmado publicamente que manifestara ao seu interlocutor preocupação com estes incidentes fronteiriços, barrar toda a gente seria tirar face ao Chefe do Executivo de Hong Kong.
Contudo, perante o tom de desafio com que fora anunciada esta deslocação, a opção inversa – deixá-los entrar a todos – produziria exactamente o mesmo efeito em Edmund Ho: tirar-lhe-ia face. Logo, neste jogo de faces que ninguém queria perder, os jogadores acharam que o empate seria o melhor resultado para ambos.
Uma vez mais, quem ficou a perder foram os direitos, liberdades e garantias consagrados na Lei Básica. Por outras palavras, o segundo sistema. Está visto que quem anda a decidir estas coisas não tem exactamente a mesma escala de valores que eu...
Mais pormenor de face, menos pormenor de Estado de Direito, certo é que a atitude selectiva dos Serviços de Migração deu aos parlamentares e activistas que conseguiram entrar o pretexto ideal para passarem à acção e, assim, ao invés de se limitarem às programadas visitas à sede do Novo Macau Democrático e a algumas atracções turísticas do território, foram até ao Palácio da Praia Grande afixar cartazes com palavras de ordem e entregar uma carta dirigida a Edmund Ho, tudo com enorme cobertura mediática.
Se calhar, alguns burocratas bacocos da nossa máquina administrativa até esfregaram as mãos de contentes, julgando ter agora uma boa justificação para impedir a futura entrada daqueles que participaram na mini-manifestação de domingo. Desenganem-se: para lá da mensagem de protesto contra os entraves politicamente motivados à livre circulação de pessoas entre as duas regiões administrativas especiais, o que o grupo de Hong Kong demonstrou à saciedade – se dúvidas legítimas ainda subsistissem – foi que um gesto organizado e mediatizado de contestação popular ao poder não tem que constituir, automaticamente, um perigo para a ordem pública ou a estabilidade social. Em suma, deu uma lição de civismo político, que desmontou o raciocínio de causalidade entre activistas e “perigosos arruaceiros” que as autoridades locais vinham tentando impingir à opinião pública, retirando, ainda mais, qualquer fundamento válido à conduta dos Serviços de Migração.
No meio de tudo disto, tenho imensa dificuldade em “engolir” as “teorias da conspiração” que começam a surgir; nomeadamente, a ideia de que alguém andará a pôr nomes descabidos na relação das personas non gratas, com o intuito deliberado de criar agitação e prejudicar a imagem de Edmund Ho. É que, depois dos primeiros casos mediáticos, já houve tempo mais do que suficiente para conferirem e corrigirem a lista. E até a incompetência tem limites...
Com conspiração ou sem ela, tenho para mim que, passada a natural indignação do momento, os sectores democratas das duas regiões até agradecem estes gestos do nosso Executivo. Afinal, quando Donald Tsang, ou quem lhe suceder, acenar com a intenção de regulamentar o artigo 23.º da Lei Básica, lá estarão os seus opositores a recordar o que aconteceu em Macau após o arranque de idêntico processo legislativo...
Do mesmo modo, Ng Kuok Cheong e seus pares poderão retirar dividendos eleitorais dos sucessivos contactos com as forças democráticas de Hong Kong (aquelas imagens televisivas de ambos os grupos lado-a-lado na sede do Novo Macau Democrático valem muitos votos), assim como deste autêntico escândalo que tem sido a utilização da Lei de Bases da Segurança Interna como instrumento de censura política.
Enfim, as inabilidades (passe o eufemismo) vão-se sucedendo a um ritmo tal que somos assolados pela óbvia interrogação: este crescendo repressivo – tanto do legislador, como do aplicador – veio para ficar ou é apenas uma fase, associada aos diversos acontecimentos sensíveis, locais e nacionais, que vamos viver ao longo de 2009? Não sei bem. O que sei é que as leis não podem ser interpretadas e aplicadas por fases, em função da agenda política do poder. Muito menos as mais sensíveis, aquelas em que assentam os pilares do sistema. O Estado de Direito não se compadece com isso e o segundo sistema também não!

Nota: agradeço ao Bairro do Oriente a menção desta crónica na sua habitual rubrica «Leituras».

Macau - Livro do Ano 2008

Esta é a capa do «Macau 2008 - Livro do Ano», uma edição do Gabinete de Comunicação Social. É publicado em português, chinês e inglês, contendo dados cronológicos e estatísticos bastante interessantes sobre o território.

Custa 120 patacas, incluindo um CD-ROM com a versão pdf do livro. Até ao fim deste mês, está a ser vendido com um desconto de 20%. Mais detalhes, incluindo a lista dos locais de venda, podem ser consultados aqui.

Só não percebo muito bem a escolha da imagem da capa. Afinal, é o livro do ano de Macau ou da China? Esta gente muito gosta de mostrar serviço...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Horse-trading at the gates of Macau

Chris Yeung
South China Morning Post
March 18, 2009

It was described as a trip marking a new move in the chess game between the pan-democrats in Hong Kong and the Macau authorities. But when the 28 legislators and activists returned home after protesting against the barring of five colleagues from Macau on Sunday, there was no indication of an early end to the saga.

On Monday, the Civic Party launched an e-mail campaign to keep the pressure on the Macau and Hong Kong governments.

Secretary for Security Ambrose Lee Siu-kwong will face a grilling from lawmakers at a Legislative Council security panel meeting next month.

Chief Executive Donald Tsang Yam-kuen will continue to face criticism over his weakness in dealing with his Macau counterpart, Edmund Ho Hau-wah.

This is despite the insistence by government officials, who spoke anonymously to several newspapers, that the Macau government has already shown a degree of tolerance. The officials have argued that some legislators, including the Democratic Party's Albert Ho Chun-yan and vice-chairwoman Emily Lau Wai-hing, did not have home-visit permits for the mainland. They said the fact that only five pan-democrats were barred this time was "better than expected".

The selective ban was one of three scenarios anticipated by the pan-democrats in this latest move to test Macau immigration. The others were a ban on all 33 members, and permission for them all to enter Macau. In reality, a selective ban was obviously the only politically viable option.

Now that Mr Tsang has said publicly that he has expressed people's concerns about Hongkongers being denied entry to Macau, rejecting the entire group would have caused a political uproar in Hong Kong.

There will be immense political pressure for the government not only to talk tough, but to adopt hardball tactics, including retaliatory measures.

At the same time, allowing all of them to enter would, in effect, have been a slap in the face for Mr Ho, who is already regarded as a political lame duck as the jockeying for his post begins in earnest.

While Beijing may no longer have much confidence in Mr Ho's leadership following a spate of top-level corruption scandals and workers' protests against economic hardships, they certainly would not want to see Mr Ho's ability to lead the city eroded during the remainder of his term.

Beijing will also understand perfectly well why Macau authorities have chosen to bar certain democrats. After all, the mainland has closed the door to more than 20 pan-democrats since the 1989 Tiananmen Square crackdown.

The Hong Kong government, meanwhile, has also turned away politically sensitive figures such as former Tiananmen student leaders and academics. Granted, officials were more selective and skilful when choosing their targets and the timing.

Both the central and Hong Kong governments would probably not think that the Macau authorities have done anything wrong, in principle, when denying entry to certain democrats.

The furthest they are prepared to go is to urge the Macau authorities, both publicly and privately, to handle the case with greater sensitivity, given the potential political fallout in Hong Kong.

By limiting the people denied entry to just a few, Macau has attempted to ease the pressure on the Hong Kong government, at least for now.

Some Macau pundits are optimistic that the row will be history once a new chief executive takes office.

However, it looks unlikely that the anxiety and suspicion among some people in Macau towards the game plan - if one exists - of Hong Kong's pan-democratic activists will dissipate soon.

The immigration row looks very likely to become a long-standing source of friction in Hong Kong-Macau politics.

terça-feira, 17 de março de 2009

Ainda as repercussões de domingo passado

Diplomats voice fears over Macau entry row

Ambrose Leung
South China Morning Post
March 17, 2009

The row over Macau's denials of entry to Hongkongers has escalated to the international level, with foreign consulates expressing their concerns to the former enclave's government.

A day after five pan-democrats were barred while their colleagues were allowed in, the Civic Party has started a "one person, one e-mail" campaign to the Macau Immigration Department demanding the scrapping of what they called a blacklist.

Maria Castillo-Fernandez, head of the European Commission's Office in Hong Kong, said it had been following the cases and "expressed concerns" to the Macau government during a meeting last month.

Those concerns include whether the denial of entry for Hongkongers, as well as the passing of the Article 23 national security bill, would have any impact on future visits by European politicians who might be outspoken against China.

The British consulate also said it had raised concerns with the Macau government.

"Together with our EU partners, we have been following these exclusions in recent months closely," a consulate spokesman said.

"We raised the issue in a meeting with the Macau government on a separate subject last week."

A source in the pan-democratic camp said one western country's consulate had offered assistance after raising concerns about the issue several days ahead of a trip on Sunday which saw five activists, including legislators Leung Kwok-hung and Lee Cheuk-yan, denied entry. The rest of the 33-strong group were allowed in.

Mr Lee is to appeal to the International Trade Unions Confederation, which is expected to raise the matter with the International Labour Organisation, regarding disruptions in the normal exchange between unions in the two cities.

It is not the first time foreign governments have exerted pressure over the tightening of border controls in Hong Kong and Macau. During the Olympics torch relay in April last year, a diplomatic storm erupted after at least eight foreign nationals, including Danish sculptor Jens Galschiot and activists campaigning for Tibetan independence, were denied entry to Hong Kong.

But legislator Chan Kam-lam, of the Democratic Alliance for the Betterment and Progress of Hong Kong, said foreign governments should not interfere in the affairs of Hong Kong and Macau.

"How many people does the United States turn away every day? Macau is not the business of foreigners," Mr Chan said.

A Hong Kong government source believed the situation was improving, as the number of pan-democrats who were denied entry to Macau was smaller than expected during the trip on Sunday.

A Macau security police spokesman had earlier cited an internal security law and said Macau had a right to deny entry to anyone who violated the law.

segunda-feira, 16 de março de 2009

The Macau precedent

The Wall Street Journal Asia (*)
March 16, 2009

Macau is a tiny place, but like Hong Kong, another special administrative region of China, it can be a bellwether for how much freedom Beijing will tolerate within its own borders. With the passage of national security legislation last month, Macau's authorities have set a dangerous precedent for Hong Kong -- and a damning example of China's broader intolerance for basic civil liberties.

The issue at hand is Article 23, a section of Macau's mini-constitution that requires the legislature to enact a law to "to prohibit any act of treason, secession, sedition, subversion against the Central People's Government, or theft of state secrets." Hong Kongers erupted into protest over Article 23 in 2003 and the government backed down. Macau's authorities waited until the furor passed and then late last month put the enabling legislation through the rubber-stamp parliament.

Beijing-appointed Chief Executive Edmund Ho, whose term expires this year, calls Article 23 a "constitutional responsibility." A more honest assessment would call Article 23 what it is -- a provision that protects a dictatorial government from criticism. According to the new law, Macau's citizens can now be prosecuted for possessing "state secrets." Hong Kong resident and journalist Ching Cheong, who worked in China, spent nearly three years in jail after a sham trial centered on such a "crime." It's now possible that journalists in Macau will face a similar threat.

Just as seriously, Macau's residents are also subject to prosecution for "sedition," or the act of inciting treason, secession and subversion. The law vaguely defines these activities as "public and direct incitement." Would posting a news story on the Internet on Tibet or the Falun Gong be considered sedition? How will Article 23 jibe with Macau's Article 27, which protects "freedom of speech, of the press and of publication; freedom of association, of assembly, of procession and of demonstration"?

The answer is that in a one-party state, it's the authorities who make the rules. Yesterday Macau immigration officials barred two Hong Kong legislators from entering Macau, along with three other democracy advocates. Earlier this month Macau also banned a former Hong Kong Bar Association president, Johannes Chan, from entering the territory, citing "internal security." Macau denies the rejections are related to Article 23, even though yesterday's group was traveling to Macau specifically to protest the law and Mr. Chan lobbied against Article 23 in Hong Kong.

Hong Kong lodged weak protests with Macau and China over both incidents, explaining in a press statement that Macau "has its own immigration control." Western democracies have been largely silent on the incidents and the passage of Article 23. The local U.S. consulate didn't even issue a statement. A spokesman told us that the Macau government conducted a "public consultation" on the law before it was passed. Forget that Macau isn't a real democracy and the Beijing-influenced legislature tweaked the bill only slightly in response to local concerns.

Macau doesn't boast as robust a democratic movement as Hong Kong enjoys. That's partly the fault of Macau's former Portuguese masters, who tried to hand the territory back to Beijing as early as 1974. It's also due to a limp press and the overwhelming influence China exerts over the territory's tiny economy. The Macau Article 23 precedent shows how fragile the protection of civil liberties is in today's China. Hong Kongers should beware.

(*) Os negritos são da minha responsabilidade.

Editorial do South China Morning Post de hoje

Macau's border controls breed uncertainty
March 16, 2009

The visit to Macau by more than 30 pan-democrat lawmakers and activists from Hong Kong was an open challenge to the city's authorities. In recent months such people have frequently been barred from entering on unexplained security grounds. This has understandably caused concerns across the political spectrum. A similar rejection en masse yesterday would have aggravated the situation.

Thankfully, the Macau government largely avoided this by allowing all but a handful of the visitors to enter. Some who had previously been rejected were, this time, allowed in. It is clear that a more relaxed approach was adopted. The outcome was, however, far from ideal.

The issue has harmed Macau's image and done nothing for harmonious relations with Hong Kong. One result is that both the Hong Kong and central governments have taken up their concerns with Macau privately. Macau officials have cited the city's internal security law to justify refusing entry to lawmakers, activists and even academics. The same reason was given yesterday for denying entry to maverick League of Social Democrats lawmaker Leung Kwok-hung, other league members and unionist lawmaker Lee Cheuk-yan. But this time the Macau government said it had a responsibility to deny entry to those who did not fulfil conditions for maintaining social stability and public order. In this case, however, the people accompanying those who were turned away were all there for the same reason - to protest against restrictions on freedom of movement and expression guaranteed under Macau's Basic Law. Those allowed in held a peaceful demonstration outside the office of Macau's chief executive - the kind of protest that is commonplace in Hong Kong, without posing a threat to social stability or public order.

There has been a tightening of immigration controls in Macau that has coincided with the recent passing of the national security law under Article 23 of the Basic Law.

Democrats who wanted to visit Macau to discuss the legislation were among those who have been turned away. The selective immigration treatment this time suggests the authorities are making decisions on a case-by-case basis.

That does not resolve the issue, however. Doubts remain about who, in future, will be allowed in and who will not. There are potential long-term repercussions. Even respected academics have been branded potential troublemakers by being denied entry. That is not good for Macau.

The Hong Kong government said yesterday it had approached the Macau authorities to seek a better understanding of the situation and express concern. It is good that our officials are taking up the matter. But it remains to be seen whether results will be achieved. It is hoped that common sense will prevail, and only those who genuinely pose a threat to Macau's security will, in future, be denied permission to enter. That would be in Macau's best interests and is needed to smooth its relations with Hong Kong.

Outra vez...

Parcialmente ao contrário do que eu antevira na quinta-feira, depois de o académico Kenneth Chan ter conseguido entrar em Macau, houve mais figuras públicas de Hong Kong barradas este domingo no nosso terminal de jetfoil. Deixaram entrar quase toda a comitiva do território vizinho, mas cinco visitantes ficaram para trás, provavelmente para as autoridades locais não perderem a face ante o desafio que lhes fora lançado há alguns dias, aquando do anúncio público desta deslocação.

Ao que consta, quando um dos recambiados perguntou aos agentes dos Serviços de Migração que norma concreta da Lei de Bases da Segurança Interna estava em causa, a resposta foi «toda a lei». Está visto que esta gente nem asneiras sabe fazer bem...

PS: a cena da fotografia não é de agora, mas, pelo rumo que as coisas andam a tomar, não faltará muito para que se repita...

sábado, 14 de março de 2009

The world's hottest gadgets!

É fim-de-semana. Enquanto aguardamos pelo desfecho da novela de amanhã - saber se os nossos amigos de Hong Kong passam ou não do terminal de jetfoil -, proponho que nos entretenhamos a apreciar um dos catálogos mais "deliciosos" que pode haver: a T3 Hot 100; ou seja, os 100 melhores gadgets do ano para a conhecida revista inglesa T3.

Estão lá as máquinas fotográficas, as câmaras de vídeo, os equipamentos de som, as consolas de videojogos e respectivos acessórios, os telemóveis, o material informático e mais, muito mais. O vencedor é... descubra por si!

sexta-feira, 13 de março de 2009

6666

O Protesto acaba de receber o seu visitante 6666, um número verdadeiramente diabólico!

Entretanto, há cerca de uma semana, foi acrescentado um contador de bandeiras nacionais à secção dedicada aos visitantes do blogue. É uma forma simples de mostrar o universalismo dos nossos leitores, a juntar ao planisfério que se encontra acima dele, embora já tenha percebido que não é muito fiável: ainda há pouco, apareceu um visitante de Espanha e não foi adicionado à bandeirinha do seu país que já lá estava com um único acesso. O mesmo sucedeu com dois visitantes da Índia e de Singapura há cerca de uma semana, entre outros de que não me recordo agora. Seja como for, é um widget que empresta mais um pouco de colorido a'O Protesto.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Afinal, sempre entrou!

Afinal, o Professor Kenneth (*) Chan Ka Lok (陳家洛), da Universidade Baptista de Hong Kong, sempre entrou hoje em Macau, depois de ter sido impedido de o fazer em Dezembro último. Era previsível que assim acontecesse, considerando todo o mediatismo que rodeou esta sua deslocação.

O mesmo prevejo que suceda no próximo domingo, quando uma delegação de deputados do Legislative Council da região vizinha aqui se deslocar, provavelmente engrossada com algumas dezenas de activistas políticos e jornalistas. O mediatismo da visita vai ser incomparavelmente maior e não acredito que as autoridades de Macau queiram arriscar-se a aparecer de novo nos noticiários de todo o mundo pelas piores razões. Mesmo que encarem a iniciativa como um gesto de desafio dos democratas de Hong Kong...

(*) Com dois «n», ao contrário do que tenho lido na imprensa local de língua portuguesa.

Nota: agradeço ao Bairro do Oriente a referência a esta posta na sua rubrica «Os blogues dos outros».

Os cursos amadores

Nuno Lima Bastos
12 de Março de 2009

Folheava eu o Boletim Oficial da RAEM há pouco mais de três semanas, quando me deparei com um despacho do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura a aprovar retroactivamente o funcionamento no território de um curso de mestrado em Direito de que nunca ouvira falar. Lido o diploma, fiquei a saber que é originário da Huaqiao University da República Popular da China, sendo aqui ministrado através de uma entidade curiosamente designada Centro Amador de Estudos Permanentes de Macau, com sede no 3.º andar do edifício Plaza Kin Heng Long, na Rua de Roma, ao NAPE.
Uma rápida pesquisa da versão electrónica do Boletim Oficial levou-me a encontrar outro curso de mestrado em Direito – Económico, desta feita – autorizado a funcionar exactamente nos mesmos termos, mas já desde Janeiro de 2004.
Após colocar os dois despachos no meu blogue, recebi um comentário de um leitor anónimo, apontando uma ligação desse Centro Amador a «organizações dos operários de Macau». E assim parece ser: a sua página na Internet apresenta-o sob a capa da Federação das Associações dos Operários de Macau, com a designação de Centro de Estudos Permanentes Pós-Laboral.
Fazendo mais umas buscas na net, fui parar ao website da Assembleia Legislativa; mais concretamente, à ficha do deputado nomeado Lei Pui Lam, apresentado como tendo a profissão de professor e o cargo de chanceler do Centro Amador de Estudos Permanentes de Macau (sendo, também, deputado à Assembleia Nacional Popular). A sua ficha pessoal indica, ainda, que possui uma licenciatura em Educação pela South China Normal University e outra em Direito, com especialização em Sociologia, pela Jinan University – curiosamente, dois dos estabelecimentos de ensino do continente que operam cursos no Centro Amador de Estudos Permanentes de Macau, como descobri mais tarde no Boletim Oficial... Continuando as coincidências, este deputado exerce a sua actividade docente na qualidade de professor catedrático visitante da Beijing Open University e da Hauqiao University, sendo que esta é outra das instituições do continente que ministram formação no Centro Amador... Em suma, o ecléctico senhor é, simultaneamente, chanceler deste estabelecimento de ensino, licenciado por duas universidades que operam em Macau através dele e catedrático de uma terceira universidade que funciona aqui pela mesma via! Cada um que tire as conclusões que quiser...
Voltando ao Boletim Oficial, apercebi-me de que, afinal, este Centro Amador é um verdadeiro potentado do ensino superior no território, tendo lançado, desde 2001, nada mais, nada menos do que 46 cursos, entre diplomas de três anos, cursos complementares de licenciatura, licenciaturas e mestrados – vinte mestrados, para ser mais preciso: além dos dois em Direito que já referi, também em Teoria e Design de Arquitectura, Psicologia Aplicada, Psicologia do Desenvolvimento e da Educação, Finanças, Tecnologia de Informática Aplicada, Engenharia Bioquímica, Engenharia Estrutural, Educação Física, Gestão Empresarial ou Gestão Administrativa.
Por detrás destes estudos, todos eles de «reconhecido interesse» para a RAEM – condição imprescindível para a sua autorização –, estão seis academias da China: as três a que o deputado Lei Pui Lam está ligado, a que se juntam a Beijing University (que presumo não ser a mesma instituição que a aludida Beijing Open University), a Zhongshan University e a Beijing Sport University.
Quero acreditar que o Governo de Macau tem sabido apreciar e ponderar adequadamente e de forma isenta os pedidos de autorização de todos estes cursos, e que o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior tem exercido com rigor a sua atribuição de «proceder à avaliação da qualidade científica e pedagógica do ensino ministrado, propondo as medidas que considerar adequadas». No entanto, se um dia for mesmo avante a criação da categoria máxima de técnico superior especialista no regime de carreiras da Administração Pública, pressupondo a detenção de uma pós-graduação, quero ver quem vão ser os candidatos aos lugares...

Nota: agradeço ao Bairro do Oriente a menção desta crónica na sua habitual rubrica «Leituras».

quarta-feira, 11 de março de 2009

O protestante do Banco da China

Depois de uma longa ausência, está de volta o homem que costumava passar horas em frente à agência do Banco da China na Avenida da Praia Grande, fantasiado e exibindo um enorme cartaz com palavras de ordem. Tanto quanto me disseram, já levou com uma acção judicial por difamação, mas safou-se. Quanto aos motivos da reivindicação, conheço uma teoria, mas prefiro deixar o assunto à imaginação dos leitores (aceitam-se contributos).

terça-feira, 10 de março de 2009

Cinquenta anos de sofrimento

As declarações do Dalai Lama por ocasião do 50.º aniversário do seu exílio podem ser lidas aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ementa típica de um casamento chinês

Um bom exemplo da ementa típica do jantar de um casamento chinês (este foi ontem à noite, no MGM de Macau - altamente recomendável, diga-se!).

domingo, 8 de março de 2009

Xbox 360 em Macau

Tenho visto diversos consumidores algo confundidos quando entram numa loja para comprar uma Xbox 360. A dificuldade é que há três versões da mesma consola, com preços bastante distintos, e os potenciais compradores nem sempre sabem que todas elas são exactamente iguais por dentro, residindo as diferenças apenas no tamanho da unidade de armazenamento externa (disco rígido de 60 ou 120 GB ou cartão de memória de 256 MB) e nos periféricos incluídos (cabos de rede e de áudio/vídeo e auricular com microfone).

Para facilitar as coisas, aqui fica uma imagem das três versões da consola, com o respectivo preço oficial em Hong Kong (também aqui), assim como um quadro comparativo das três, redigido em língua portuguesa (que também se encontra aqui):

Portugal insular e ultramarino

Havia um mapa semelhante a este na minha sala de aulas da escola primária. Lá estão Macau, Timor, a Índia Portuguesa e os territórios africanos, assim como as ilhas adjacentes (actuais regiões autónomas dos Açores e Madeira).

Curiosa é a ortografia usada, com a acentuação das palavras «editora», «Porto» e «Açores», o que se deve ao facto de o mapa ser anterior à revisão ortográfica de 1973.

sábado, 7 de março de 2009

Macau virtual

Aproveitemos o fim-de-semana para relaxar e esquecer por um bocado os maus ventos que andam a fustigar o território, fazendo uma visita ao mundo virtual: já está, finalmente, disponível no nosso mercado o simulador de corridas Race Pro, um exclusivo da consola Xbox 360, que inclui as pistas citadinas de Macau (Guia) e do Porto (Boavista).

Já me referira a ele numa posta de Julho passado, citando notícias que apontavam o seu lançamento para Novembro último (incluindo uma peça do Jornal Tribuna de Macau). Afinal, acabou por sair apenas há cerca de três semanas.

A sua receptividade pelos entusiastas dos videojogos parece estar a ser pautada por algumas críticas sobre inconsistências nos gráficos e problemas de frame rate. Seja como for, poder correr no Circuito da Guia é sempre um atractivo para quem aqui vive, como mostra este vídeo:

sexta-feira, 6 de março de 2009

Macau must tell us why it closed the door

(editorial do South China Morning Post de ontem)

quinta-feira, 5 de março de 2009

A "silly season"

Nuno Lima Bastos
5 de Março de 2009

Nos últimos tempos, parece não haver semana que passe sem que os nossos diligentes Serviços de Migração barrem a entrada no território de cidadãos de Hong Kong. Ainda por cima, andamos em fase de estreias absolutas, o que dá maior visibilidade à coisa: foi a primeira vez, tanto quanto se sabe, que um fotojornalista (qualquer jornalista, aliás) ou um académico não puderam vir a Macau fazer o seu trabalho.
Quem será, então, o próximo estreante? Um desportista que tenha recusado participar nos recentes Jogos Olímpicos por causa do apoio de Pequim aos regimes criminosos da Birmânia e do Sudão? Um actor de cinema simpatizante do Dalai Lama, como Richard Gere ou Sharon Stone (nem sei como deixam a Damiani utilizar aquele enorme outdoor com a sua foto em frente à agência do Banco da China na Avenida da Praia Grande)? Uma banda musical como os britânicos Oasis, cujo líder, Noel Gallagher, actuou num concerto de apoio à causa tibetana há mais de uma década (e, por isso, acaba de ver cancelados dois espectáculos que estavam agendados para Pequim e Xangai dentro de um mês)? Faites vos joeux! Tudo parece ser possível nos dias que correm! O melhor é cada potencial visitante, antes de gastar dinheiro num bilhete de barco, helicóptero ou avião para Macau, fazer uma séria e minuciosa introspecção aos “erros sínicos” do seu passado e avaliar o risco que corre de ser recambiado quando aqui aportar.
No meio desta já “normalidade”, a escandalosa recusa de entrada, na passada sexta-feira, ao director da Faculdade de Direito da Universidade de Hong Kong e antigo presidente da associação de advogados do território vizinho, Johannes Chan, assume contornos de alguma ironia, dado que o reputado académico vinha à Universidade de Macau realizar uma prelecção subordinada ao tema «o direito constitucional a uma audiência justa e o procedimento administrativo» – matéria que, tal como a necessidade de fundamentação dos actos administrativos que decidam em contrário de pretensão formulada por interessado (artigo 114.º, n.º 1, alínea c), do Código do Procedimento Administrativo), parece escapar de todo ao conhecimento das nossas autoridades fronteiriças, a julgar pela forma arbitrária como aplicam a Lei de Bases da Segurança Interna...
Mas é igualmente irónico que isto continue a suceder numa altura em que os representantes locais à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, reunidos em Pequim, se preparam para apresentar uma proposta para a criação de um visto único para as duas regiões administrativas especiais, apoiada «no princípio de que Macau e Hong Kong, pertencendo agora à República Popular da China, poderiam beneficiar de uma política de circulação de pessoas no Interior da China», segundo explicou Leonel Alves, um dos mentores da iniciativa. Ora, se nem os cidadãos chineses isentos de visto para aqui entrar (os titulares de BIR da RAEHK) conseguem circular livremente entre os dois territórios...
Outro pormenor digno de nota é que Johannes Chan declarou à Cable TV da ex-colónia britânica que os agentes policiais do terminal de jetfoil lhe haviam comunicado que o seu nome constava de uma lista. Depois dos deputados “mentirosos”, estaria também ele a mentir? Pois se não há listas negras...
Comentando a situação para a TDM, Emily Lau, a respeitada vice-presidente do Partido Democrático de Hong Kong e membro do LegCo, afirmava ontem que estes acontecimentos faziam Macau parecer silly (parvo) na cena internacional. Pois é exactamente essa a impressão com que fico cada vez que vejo os nossos governantes a responder à comunicação social que desconhecem os pormenores de casos concretos, que Macau recebe todos os visitantes de braços abertos, que a polícia age em conformidade com a lei ou que estes procedimentos são normais em todos os países do mundo.
Também ontem, à partida para Pequim, o Chefe do Executivo afiançou que estas situações mais recentes nada tinham a ver com o processo legislativo de implementação do artigo 23.º da Lei Básica – e até acredito sem dificuldade nenhuma! Afinal, com uma utilização tão “generosa” dos poderes conferidos às autoridades policiais por outros diplomas, quem é que verdadeiramente precisa de uma lei de defesa da segurança do Estado? Pelos vistos, não as nossas polícias, nem quem nelas manda...

Nota: agradeço ao Bairro do Oriente a menção desta crónica na sua habitual rubrica «Leituras».

Macau bars HKU legal scholar

(South China Morning Post de ontem)

Rua da Felicidade

A tradicional Rua da Felicidade, em Macau, vista pela aguarela do falecido Philip Murphy. Uma bela imagem para alegrar os espíritos nestes dias cinzentos que o território está a passar...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Welcome to Macau...

... but only if you are a moroon!

(South China Morning Post de hoje)