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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ratazanas

Estas imagens foram publicadas pelo Jornal Tribuna de Macau na sua edição de anteontem. Trata-se de uma barraca situada na Avenida do Comendador Ho Yin, onde se confeccionavam refeições para fora, essencialmente para trabalhadores fabris e da construção civil. Uma inspecção dos Serviços de Saúde encontrou ali quatro ratazanas em alegre repasto, assim como muitas embalagens e utensílios de cozinha roídos. O "estabelecimento" foi fechado, claro.

Isto traz-me à mente as inúmeras tascas que há um pouco por todo o território; na sua maioria, com mau aspecto e condições de higiene mais do que duvidosas. Dizem que os clientes não ligam e as autoridades compreendem a sua "especificidade cultural", o que também não abona muito a favor dos conceitos de higiene deste nosso povo de Macau...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A ASAE e os produtos chineses

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que tantas críticas vinha sofrendo desde a sua criação, parece ter recuperado algum prestígio junto dos consumidores e comerciantes portugueses desde que rebentou o escândalo do leite chinês contaminado com melamina. Isto porque aquela entidade tem vindo a fazer inspecções em larga escala a estabelecimentos asiáticos por todo o país, tendo já verificado 863 deles, seis dos quais foram encerrados por falta de higiene.

Segundo o Público, foram apreendidos «mais de 400 quilos de alimentos compostos com leite chinês, 11 unidades de produtos lácteos e 7500 quilos de produtos alimentares mal rotulados e fora do prazo de validade». Foram, ainda, «retiradas 644 unidades de produtos não alimentares, por deficiente ou falta de rotulagem em português, e levantados autos de contra-ordenação, incluindo a falta de livro de reclamações, falta de rotulagem, falta de tradução para português e falta de HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos)», afirma um comunicado da ASAE citado por aquele jornal.

Nada como uma "crisezita" destas para os consumidores e os comerciantes perceberem - da pior maneira, infelizmente - a importância dos procedimentos de controlo da qualidade e segurança alimentar. E para combater o mau hábito de se pensar que compensa sempre comprar mais barato.

É como as tascas e muitos supermercados e mercearias de Macau: se as inspecções sanitárias existissem e funcionassem a sério, mais de metade já tinham fechado as portas... Mas os consumidores locais não parecem preocupados com isso. Pois se até já vi clientes a escarrar no interior de estabelecimentos de comidas!