
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que tantas críticas vinha sofrendo desde a sua criação, parece ter recuperado algum prestígio junto dos consumidores e comerciantes portugueses desde que rebentou o escândalo do leite chinês contaminado com melamina. Isto porque aquela entidade tem vindo a fazer inspecções em larga escala a estabelecimentos asiáticos por todo o país, tendo já verificado 863 deles, seis dos quais foram encerrados por falta de higiene.
Segundo o
Público, foram apreendidos «
mais de 400 quilos de alimentos compostos com leite chinês, 11 unidades de produtos lácteos e 7500 quilos de produtos alimentares mal rotulados e fora do prazo de validade». Foram, ainda, «
retiradas 644 unidades de produtos não alimentares, por deficiente ou falta de rotulagem em português, e levantados autos de contra-ordenação, incluindo a falta de livro de reclamações, falta de rotulagem, falta de tradução para português e falta de HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos)», afirma um comunicado da ASAE citado por aquele jornal.
Nada como uma "crisezita" destas para os consumidores e os comerciantes perceberem - da pior maneira, infelizmente - a importância dos procedimentos de controlo da qualidade e segurança alimentar. E para combater o mau hábito de se pensar que compensa sempre comprar mais barato.
É como as tascas e muitos supermercados e mercearias de Macau: se as inspecções sanitárias existissem e funcionassem a sério, mais de metade já tinham fechado as portas... Mas os consumidores locais não parecem preocupados com isso. Pois se até já vi clientes a escarrar no interior de estabelecimentos de comidas!