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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Enfim, os Paraolímpicos no Público!

Com a competição prestes a terminar, eis que o Público - o meu jornal português preferido - começa finalmente a utilizar a designação «Jogos Paraolímpicos», em vez dessa coisa esquisita dos «Paralímpicos»! Pode ler aqui e aqui (só foi pena não terem corrigido a legenda da fotografia na primeira notícia...).

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Atletas para os para-olímpicos

A mascote de Fidel Castro, o demente presidente venezuelano Hugo Chávez, continua a fazer das suas. Ontem à noite, durante um comício, referiu-se aos norte-americanos nos seguintes termos: «vão para o cara***, yankees de merda» (pode ver o vídeo aqui ou aqui, no Público)! Nobre, sem dúvida! Um discurso de um verdadeiro estadista!

A América Lat(r)ina parece, realmente, não ter cura. Castro, Chávez, Morales e quejandos, apoiados por loucos como Mahmoud Ahmadinejad, continuam a inflamar populações, a hostilizar forasteiros e a tentar desestabilizar o mundo.
E se, em vez disso, fossem até Pequim participar nos Jogos Para-Olímpicos? Estou em crer que preenchem os requisitos necessários (sem ofensa para os demais atletas, certamente bem mais lúcidos do que estes fanáticos)!






Welcome to the Para-olympics!

Pelos vistos, nem os ingleses estão convencidos da bondade da designação Paralympics. Entidades ligadas à organização dos próximos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, têm optado por Para-olympics, como se pode ver pela notícia abaixo, alusiva ao logótipo da prova.

E também se encontram cartoons com Para-Olympics:

Até a WikiAnswers prefere paraolympics, ainda que sem o hífen:

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pobre Olímpia

Nuno Lima Bastos
Jornal Tribuna de Macau
11 de Setembro de 2008

Na minha crónica da semana passada, protestei contra o uso da palavra «paralímpicos» por alguns órgãos de comunicação social de língua portuguesa em Macau. Resultado: o Ponto Final passou a escrever «paraolímpicos», o Jornal Tribuna de Macau optou, como eu, por «para-olímpicos» e o Hoje Macau manteve-se nos «paralímpicos», tal como a TDM. Nas ruas de Macau, são também omnipresentes as faixas de apoio aos «13.ºs Jogos Paralímpicos» (de Pequim).
Mas não é só aqui que esta singular palavra tem sido utilizada, infelizmente: no telejornal da RTP, é o que mais se ouve nestes dias. Até jornais nacionais de referência, como o Público, escrevem sobre os «Jogos Paralímpicos», não obstante as muitas reclamações dos seus leitores, incluindo eu próprio.
Não querendo ser fundamentalista, julgo que se entrou na generalização do erro. É um daqueles casos em que alguém começa a escrever mal e, de repente, muita gente entende que a palavra está correcta. «Uma mentira dita muitas vezes acaba por se tornar uma verdade», já dizia Joseph Goebbels (*), o líder da máquina de propaganda nazi. Temos é que ter cuidado, pois, qualquer dia, substantivos como «futebol» e «basquetebol» passam a escrever-se «futbol» e «basquetbol», só por derivarem dos britânicos «basketball» e «football»...
O desatino é tanto que, na sua nota de abertura de há três dias, o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa (cá estou eu outra vez com ele, pois é) escreveu: «é verdade que a língua evidencia princípios à revelia da lógica. É verdade também que a língua, sendo um sistema, apresenta muitos sintomas de heterogeneidade. Mas escrever “paralímpico” em vez de “paraolímpico”, como está determinado por documento legal, já não cabe em nenhuma explicação de ordem linguística».
Contudo, o legislador português também não ajuda muito a resolver a contenda. Basta consultar meia dúzia de diplomas recentes ligados ao desporto. Por exemplo, nos termos do artigo 26.º da Lei de Bases do Desporto (Lei n.º 30/2004, de 21 de Julho), «ao Comité Paraolímpico de Portugal aplica-se, com as devidas adaptações, o disposto no artigo anterior relativamente aos praticantes desportivos portadores de deficiência e aos Jogos Paraolímpicos». No entanto, a norma equivalente da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei n.º 5/2007, de 16 de Janeiro), que substituiu aquela, opta pelo «Comité Paralímpico de Portugal» (artigo 13.º). A Portaria n.º 393/97, de 17 de Junho, por sua vez, «concede prémios aos cidadãos com deficiência que se classifiquem num dos três primeiros lugares de provas dos jogos paraolímpicos ou de campeonatos do Mundo ou da Europa e da Taça do Mundo de Boccia». Já a versão portuguesa da Convenção Internacional contra a Dopagem no Desporto, aprovada pelo Decreto n.º 4-A/2007, de 20 de Março, contém designações como «Comité Paralímpico Nacional», «Comité Paralímpico Internacional» e «Jogos Paralímpicos». Uma salgalhada...
O que dizem os linguistas, então? A Associação de Informação Terminológica, presidida pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (uma associação privada sem fins lucrativos que tem como associados a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a Universidade de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa), emitiu em Janeiro de 2005, a pedido do Instituto do Desporto de Portugal, um parecer onde esclarece que, «em português, o termo em questão resulta de um empréstimo do termo inglês paralympics», que «constitui uma amálgama, tendo sido construído com base no cruzamento de para(plegic) + (o)lympics».
Depois, e sem querer reproduzir aqui o texto integral do documento (que pode ser consultado no meu blogue ou em http://www.ait.pt/index2.htm), é ali explicado que, «ao serem integradas em português (e noutras línguas), as palavras provenientes de outras línguas sofrem sempre adaptações, que podem ser conscientes ou inconscientes, e que podem consistir na simples alteração fonética da palavra, ou na sua adaptação morfológica, entre outras. Especialmente quando as palavras importadas de outras línguas constituem termos científicos e/ou técnicos, esses termos deveriam ser sempre alvo de intervenção consciente de alguma(s) entidade(s), de modo a não introduzir na língua termos que sejam violadores da sua estrutura (nomeadamente, morfológica) e que, por isso mesmo, sejam opacos para os seus utilizadores».
E continua, mais à frente: «nos últimos anos, tem surgido nesta língua um número crescente de amálgamas, mesmo em terminologias científicas e técnicas, resultantes, sobretudo, da importação de outras línguas, de termos construídos por este processo mas também de construção autóctone. (...) A amálgama pode ser construída (...) com sílabas iniciais da primeira palavra que se juntam à segunda palavra, que mantém a sua integridade (ex.: tele(fone) + móvel ou info(rmação) + alfabetização). Será mais consentâneo com a estrutura da língua portuguesa, portanto, que o termo em causa mantenha a vogal inicial o da palavra olímpico».
Assim, conclui aquele parecer que «a forma paralímpico é violadora da estrutura do português, não sendo transparente, pelo que se preconiza a sua substituição por uma forma em que a palavra olímpico mantenha a sua integridade (...). Por tudo isto, desaconselha-se vivamente o uso da forma paralímpico em documentação oficial e em discurso formal escrito de grande visibilidade».
A pedido da própria RTP, Maria Regina Rocha, licenciada em Filologia Românica, mestre em Ciências da Educação, professora na Escola Superior de Educação de Coimbra e membro do Conselho Consultivo do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, também emitiu recentemente um esclarecimento onde defende que «as palavras paraolimpíadas e paraolímpico deverão manter o o que constitui a sílaba inicial da palavra-base (paraolímpico, e não paralímpico)».
E clarifica: «quer se considere a palavra formada de paraplegics e Olympics, quer com o elemento grego para- (que exprime a ideia de aproximação, proximidade, presente, por exemplo, nas palavras paramédico e parapsicologia) e a palavra olímpico, essa vogal o deve manter-se. Suprimir a vogal o significa atentar contra a integridade semântica da palavra, formada a partir da palavra Olimpíadas. Olimpíadas e olímpico são palavras da família de Olimpo, a morada das divindades da mitologia grega, monte entre a Macedónia e a Tessália, e de Olímpia, cidade-berço dos mais famosos jogos da Antiguidade Clássica. Em síntese: não é recomendável a supressão da sílaba inicial o, pois o radical das palavras Olimpo e Olímpia contém-no. Estas palavras têm como sílaba inicial esse o, e não lim. O radical de uma palavra é o seu elemento essencial, portador do sentido primitivo e fundamental, e, portanto, é invariável. No caso em apreço, a supressão da sílaba o atenta contra a própria essência do berço das Olimpíadas, a cidade de Olímpia».
Podia continuar a citar mais alguns testemunhos técnicos que rebatem o uso da palavra «paralímpicos», mas dou-me por satisfeito com estes dois, até porque nunca encontrei um único texto com um mínimo de profundidade a sustentar o uso daquele termo. Os argumentos ficam-se sempre e apenas pela invocação da forma inglesa «paralympics» (como se isso justificasse, por si só, qualquer livre adaptação para o português) ou pela referência a «um processo de síncope, comum em português, que consiste na eliminação de um fonema no interior de uma palavra» (Pedro Mendes, FLiP, Setembro de 2004) – muito pouco para justificar tamanha monstruosidade!
Depois de tudo isto, optar entre «paraolímpicos» ou «para-olímpicos» (isto é, usar ou não o hífen) acaba por ser, para mim, uma questão menor. Segundo a Base XV do Acordo Ortográfico, o hífen será de manter «nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival [ainda prefiro «adjectival»...], numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido». Daí, provavelmente, a preferência do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa por «para-olímpicos». Contra o uso do hífen, argumenta-se, nomeadamente, que, nos termos da Base XVI do Acordo Ortográfico, o elemento para- pode também ser classificado como um «elemento não autónomo ou falso prefixo, de origem grega e latina», que dispensaria a hifenização em palavras como «paraolímpico».Deixo este debate entre «paraolímpicos» e «para-olímpicos» para os especialistas. Da minha parte, fico descansado desde que me poupem à aberração «paralímpicos»!

(*) Os meus agradecimentos ao meu amigo Severo Portela pelo reparo (em P.S. à sua crónica do Hoje Macau de 12 de Setembro). É no que dá escrever a contra-relógio...

P.S.: já depois de esta crónica ter sido publicada, foi com alegria que vi o pivot (ou «pivô», se preferirem) do telejornal de hoje da RTP pronunciar, finalmente, «jogos paraolímpicos» (ou «para-olímpicos» - o som é igual) e a designação aparecer assim redigida nas legendas das peças sobre a prova. Pena foi que a repórter dessas peças continuasse a falar em «paralímpicos»...
Aproveito, ainda, a oportunidade para acrescentar que o corrector ortográfico do Blogger (que uso antes de publicar qualquer posta) não reconhece nem «paralímpicos» nem «paraolímpicos»; apenas «para-olímpicos». É cá dos meus!
Entretanto, esta crónica foi referenciada em nota a um texto do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa de 16 do corrente, que pode ser consultado aqui)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Paralímpico, para-olímpico ou paraolímpico?

Porque a questão continua a dar muito que falar, reproduzo aqui o parecer da Associação de Informação Terminológica, que perfilha a opção resultante da aplicação do Acordo Ortográfico («paraolímpico») e rejeita liminarmente «paralímpico»:

Tendo sido solicitado, pelo Instituto do Desporto de Portugal, o parecer da Associação de Informação Terminológica, AiT, relativamente à forma de grafar o termo paralímpico / para-olímpico / paraolímpico, atestou-se o seguinte:

1. Paralímpico / para-olímpico / paraolímpico pode corresponder em português seja a um adjectivo, tal como em “Comité Paraolímpico Português”, seja a um nome, usado, nesse caso, no plural, tal como “os Paraolímpicos” em vez de “os Jogos Paraolímpicos”.

Paralímpico ou paraolímpico / para-olímpico?

2. Em português, o termo em questão resulta de um empréstimo do termo inglês paralympics (nome), do qual se terá construído também nessa língua um adjectivo, paralympic. De acordo com o Oxford English Dictionary, paralympics constitui uma amálgama, tendo sido construído com base no cruzamento de para(plegic) + (o)lympics. O termo tem, portanto, na sua origem a forma paralympics.

3. Ao serem integradas em português (e noutras línguas), as palavras provenientes de outras línguas sofrem sempre adaptações, que podem ser conscientes ou inconscientes, e que podem consistir na simples alteração fonética da palavra, ou na sua adaptação morfológica, entre outras. Especialmente quando as palavras importadas de outras línguas constituem termos científicos e/ou técnicos, esses termos deveriam ser sempre alvo de intervenção consciente de alguma(s) entidade(s), de modo a não introduzir na língua termos que sejam violadores da sua estrutura (nomeadamente, morfológica) e que, por isso mesmo, sejam opacos para os seus utilizadores. A busca da transparência deve, portanto, nortear todos aqueles que intervêm na integração consciente de empréstimos e na neologia planificada.

4. Apesar de o processo de amalgamação não ser um processo muito produtivo ao longo da história da língua portuguesa, a verdade é que, nos últimos anos, tem surgido nesta língua um número crescente de amálgamas, mesmo em terminologias científicas e técnicas, resultantes, sobretudo, da importação de outras línguas, de termos construídos por este processo mas também de construção autóctone. Embora não existam muitos estudos sobre este processo de construção de palavras para a língua portuguesa, é possível, no entanto, detectar algumas tendências: a amálgama pode ser construída não apenas com sílabas iniciais da primeira palavra e sílabas finais da segunda (ex.: infor(mação) + (auto)mática), mas também com sílabas iniciais da primeira palavra que se juntam à segunda palavra, que mantém a sua integridade (ex.: tele(fone) + móvel ou info(rmação) + alfabetização). Será mais consentâneo com a estrutura da língua portuguesa, portanto, que o termo em causa mantenha a vogal inicial o da palavra olímpico.

5. Apesar de se ter verificado que a forma paralímpico tem uma frequência de uso mais elevada do que o termo paraolímpico (numa consulta a páginas portuguesas de Internet por meio do motor de pesquisa Google, realizada em 19 de Janeiro de 2005, a forma paralímpico surgiu 6 050 vezes contra 246 da forma paraolímpico), a verdade é que paraolímpico se encontra já consagrado pela legislação portuguesa, no acto de nomear oficialmente o Comité Paraolímpico Português, facto que não pode deixar de ser tomado em consideração.

6. Dado o que foi dito em 3., do ponto de vista linguístico, a forma paralímpico é violadora da estrutura do português, não sendo transparente, pelo que se preconiza a sua substituição por uma forma em que a palavra olímpico mantenha a sua integridade. Além disso, no ponto 4., demonstrou-se que a forma paralímpico é também violadora daquilo que já se encontra consagrado na Lei Portuguesa.

Por tudo isto, desaconselha-se vivamente o uso da forma paralímpico em documentação oficial e em discurso formal escrito de grande visibilidade.

Para-olímpico ou paraolímpico?

7. Para defender o emprego do hífen na forma paraolímpico, poderá argumentar que, tendo em conta o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, se preconiza o uso do hífen “nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido” (Base XV). Terá sido essa a razão que levou o lexicógrafo a grafar para-olímpico no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (vulgo, Dicionário da Academia).

8. Dois argumentos, no entanto, podem ser aduzidos contra esta posição:

a) Em primeiro lugar, nos casos apresentados nessa Base XV, todos os pretensos exemplos de formas reduzidas da primeira palavra são elementos acentuados graficamente (és-sueste) ou elementos que terminam em vogal de ligação o (aberto), a saber, afro-asiático, afro-luso-brasileiro, luso-brasileiro e primo-infeção; ora, tendo em atenção que o elemento para-, resultante da truncação de paraplégico, apresenta acento secundário em relação a olímpico, além de que não apresenta qualquer vogal de ligação, o (aberto) ou i, poder-se-á argumentar que este elemento não é da mesma natureza daqueles que figuram como exemplos na Base XV do Acordo e que, por isso, a obrigatoriedade do uso do hífen no termo em apreço não é clara;

b) Em segundo lugar, ainda seguindo o texto do Acordo, o elemento para- pode também ser classificado como um “elemento não autónomo ou falso prefixo, de origem grega e latina” (Base XVI), não sendo necessário, neste caso, o emprego do hífen em paraolímpico.

9. Dado o facto de o termo paraolímpico vir a ter grande notoriedade e fazer parte de diferentes denominações de organismos oficiais com grande visibilidade, é legítimo que, dada a alternativa, se defenda o emprego de uma forma que, sendo gramatical e transparente (como ficou demonstrado na primeira parte deste parecer), seja mais curta e de aspecto gráfico mais simples, pelo que se justifica a grafia do termo sem hífen. Se aos argumentos apresentados em 8., acrescentarmos, então, os factores sociolinguístico e pragmático, verificamos que a forma paraolímpico é preferível à forma equivalente com hífen.

Por tudo o que se apresentou, a AiT recomenda que a forma desejável para grafar o termo em análise é, sem margem para dúvidas, a forma paraolímpico.

Margarita Correia
Janeiro de 2005

PS: pessoalmente, prefiro a orientação da Academia das Ciências de Lisboa no sentido de se dever escrever «para-olímpico». Seja como for, numa coisa estamos todos de acordo: «paralímpico», nunca!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Paralímpicos ou para-olímpicos?

Nos últimos dias, os jornalistas da TDM têm falado muito em Jogos Paralímpicos e atletas paralímpicos, certamente influenciados pelo termo inglês paralympics. Sucede que o termo correcto em português é para-olímpicos.

No excelente Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, publicado pela Editorial Verbo em 2001, pode ler-se:

Para-olímpico, a. Que diz respeito aos jogos destinados a atletas deficientes, realizados de quatro em quatro anos, após os jogos olímpicos e no mesmo local destes. Atleta deficiente que participa nos jogos para-olímpicos.

Jogos para-olímpicos. Encontro desportivo em que os atletas são deficientes, realizado de quatro em quatro anos, após os jogos olímpicos e no mesmo local destes.

PS: aproveito para esclarecer quem assistiu ao telejornal da TDM de domingo passado que a cidade de Saint-Paul, no Minnesota, E.U.A., local escolhido para a realização da Convenção Republicana, não fica a dois, mas a dois mil quilómetros da rota do furacão Gustav na Luisiana (à atenção da simpática Lina Ferreira). E, já agora, esclareço também que o futebolista David Villa, do Valência, não integrou a selecção campeã do mundo, Itália, mas a campeã da Europa, Espanha (esta é à atenção do meu amigo Vítor Rebelo). Espero que não me levem a mal o reparo...